ARTIGOS

O pomo da discórdia cresce sempre


Conta a fábula que Hércules, herói da mitologia grega, ao percorrer um caminho estreito, viu no chão à sua frente um objeto semelhante a uma maçã. Decidiu esmagá-lo, pisou nele e, surpreso, viu que, em vez de esmigalhar-se, dobrou de tamanho. Voltou ao ataque, mas a cada pisada ou golpe de porrete, a coisa mais crescia, acabando por obstruir totalmente a passagem. Aí, apareceu sua irmã Minerva que, muito sábia, explicou que o objeto era o pomo da discórdia. Deixado tranquilo, encolhe, se lhe damos atenção, cresce de modo incontrolável.
 
A história se repete quando você tenta encaminhar uma questão envolta em paixão e desarmonia. Suas ponderações, mesmo razoáveis e justas, somente servirão de argumento ao oponente para ampliar a briga, pois ele simplesmente não o ouvirá. É como sopa fervendo: ou você a deixa esfriar ou queima a língua.
 
Em situações assim, peça ao Deus Eterno a paciência e a habilidade necessárias para aguardar que os ânimos serenem. Aí, com o enfrentamento reduzido às suas reais e modestas proporções, será fácil solucionar as pendências, sem gritos ou agressões físicas.
 
Melhor, ainda, é conduzir o relacionamento entre as pessoas, tanto no ambiente doméstico quanto nos diferentes cenários de sua vida social, num clima de respeito em que, face a eventuais discordâncias, as partes saibam ouvir umas a outras, sem caírem no descontrole.
 
Sem o pomo da discórdia a obstruir o caminho, fica fácil harmonizar as propostas, descartar as soluções inadequadas e definir as que bem respondem às aspirações das partes, sem gerar rancores ou ressentimentos.
 
"Mas eu vos exorto, irmãos, em nome de nosso Senhor Jesus Cristo, guardai a concórdia e não haja divisões entre vós; sede bem unidos num mesmo espírito e num mesmo pensamento."
 
1ª Carta de Paulo aos Coríntios 1:10 Tradução Ecumênica da Bíblia
 



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