CARTAS

Furto


No dia 2 de novembro a Guarda Civil Municipal (GCM) anunciou a apreensão de um adolescente (no sétimo ato infracional) que havia invadido e furtado vários objetos da Casa do Cidadão. A GCM fez a parte dela.

A reportagem diz que ele foi levado à delegacia e apresentado à autoridade de plantão. Mas, e daí? Algum juiz o liberou numa boa? Os pais serão responsabilizados pelos danos causados? Alguma medida socioeducativa?

JOSÉ FAVERSANI GOMES


Egoísmo do ofendido

A ofensa alheia não tem poder de lhe fazer mal. O que faz mal é se considerar ofendido. Isto é, o mal não vem de fora e sim de si próprio. Sentimentos como raiva, ressentimento, mágoa e ódio vêm por se considerar ofendido e não pela "ofensa" feita.

Quando se sente ofendido é porque considera que outros não têm o livre arbítrio dado por Deus. Pensam que outros não podem o ofender porque não o fez antes ou mesmo porque não gosta ou não merece.

Quem se sente inferiorizado, muitas vezes torna-se agressivo e pode cometer atos inadequados e incompreensíveis, chegando mesmo a ofender os outros, pensando estar revidando e gerar dentro de si um sentimento de certa superioridade fantasiosa.

Ao perceber que o ato de ofender o ofensor só o fez se equiparar a ele, vem o sentimento de frustração por não ter ficado superior ao ofensor, criando ressentimento e mágoa persistente ao "ofensor".

Assim, só de pensar no "ofensor", já vêm os sentimentos negativos, fazendo sentir-se mal. A cura deste mal-estar só pode vir da compreensão de que todos têm o livre arbítrio dado por Deus e que ninguém tem direito de tirar isto de outros; não julgar o certo e errado pensando ser onisciente; perdoar é sempre o melhor e é um ato de se amar; amar é sempre melhor que odiar, ainda mais conseguindo amar o "inimigo"; aprender a deixar na mão de Deus quando pensou que foi ofendido; respeitar os outros na forma de ser e não exigindo que seja do seu gosto; agradecer a Deus por mais uma oportunidade de crescimento espiritual e gerar sentimento de gratidão.

Nada acontece por acaso e tudo acontece sob a ciência de Deus. Quem sou eu a contestar que não deveria ter acontecido a "ofensa"?

KOUZO IMAMURA



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