CULTURA

Trio Afora sobe ao palco do Sesc Sorocaba


O encontro de três talentosos músicos brasileiros no exterior, unidos pela linguagem da música instrumental contemporânea, deu origem ao Trio Afora que se apresenta nesta quinta-feira (14), às 20h, no teatro do Sesc Sorocaba, com participação especial do saxofonista Nailor Proveta. Os ingressos, disponíveis até o fechamento desta edição, custam R$ 17 (inteira) e podem ser adquiridos no site sescsp.org.br ou na central de atendimento da unidade (rua Barão de Piratininga, 555).
O show inédito do Trio Afora no Brasil marca o lançamento do álbum de estreia homônimo, em formato digital, com download à venda no site www.trioafora.com (as faixas podem ser ouvidas gratuitamente no site). Nas próximas semanas, o álbum será disponibilizado nas principais plataformas de streaming. 
Formado por Fabio Gouvea (guitarra e violão),  Felipe Brisola (contrabaixo acústico) -- ambos de Sorocaba e professores do Conservatório de Tatuí -- e o baterista paulistano radicado em Nova York, Alex Kautz, o Trio Afora nasceu na Índia em 2015, durante um curso de música brasileira que eles ministraram ao longo de dois meses na Swarnabhoomi Academy of Music, em Chennai, ao sul do país. 
Brisola comenta que a ideia de tocarem juntos surgiu por acaso, com intuito de apresentar com maior amplitude as riquezas rítmicas e harmônicas da música brasileira para os alunos, mas "de forma natural", a amizade e a sintonia musical deram origem ao projeto musical. "Além das aulas, a gente também foi tocar na Malásia. A situação levou a gente a tocar juntos e nos demos tão bem, rolou uma química muito boa, que a gente decidiu continuar", comenta o músico de Itapetininga radicado em Sorocaba há mais de 10 anos. 
Em 2014, Brisola e Kautz já haviam participado do CD Escolha, trabalho solo de Fábio Gouvea, gravado em Nova York. Produzido de maneira independente, o disco Trio Afora foi gravado em agosto de 2016 no Kaleidoscope Sound Studio, em Nova Jersey, e conta com participações especiais do saxofonista John Ellis e da cantora mexicana Magos Herrera. "Essa amizade tem muita força na nossa música, parece que tudo dá certo", complementa Kautz. 
No show desta quinta-feira, John Ellis, um dos nomes mais celebrados da atualidade na cena jazzística de Nova York, será substituído por ninguém menos que Nailor Proveta, expoente da música instrumental brasileira e fundador da Banda Mantiqueira. "O John Ellis é um nome que vem despontando entre os grandes da nova geração e o que impressiona é a versatilidade dele. E o interessante, para nós, é que a sonoridade lembra muito a do Proveta, que é dono de uma linguagem muito própria. Foi uma honra enorme termos gravado com o Ellis e, agora, estamos muito felizes em dividir o palco com o Proveta", complementa Brisola. 
Com espaços para improvisação típica do jazz e elementos rítmicos brasileiros, como o samba, o baião e o maracatu, o grupo apresentará músicas autorais compostas por seus três integrantes. "A gente resolveu fazer muito som original, porque a gente achou que seria uma plataforma legal para explorar os nossos sons individuais e como grupo", afirma Kautz.
O repertório ainda traz versões instrumentais de Folhas secas, de Nelson Cavaquinho, e Pra Machucar meu coração, de Ary Barroso. "O trio tem a matriz sonora realmente brasileira, mas mantendo os ouvidos e os olhos abertos para o as coisas que acontecem no jazz e na música mundial", define Brisola, complementado que depois da estreia oficial em Sorocaba, o Trio Afora começará a ganhar o mundo a partir novembro, com shows já agendados em Nova York. 



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