SOROCABA E REGIÃO

Sorocaba tem 175 casos de furtos de cabos em 8 meses


 
 
O furto de cabos da rede elétrica tem se tornado um delito cada vez mais comum e provoca grandes prejuízos para a população. Segundo a CPFL Piratininga, o número de ocorrências registradas de janeiro a agosto deste ano já supera o total de 2016. No ano passado, de acordo Amaury Haga, gerente de serviços de campo da região oeste da concessionária, foram 157 ocorrências. Já os primeiros oito meses de 2017 somam 175 casos.
 
Cortar fios elétricos é considerado furto qualificado, delito previsto no Código Penal, cuja pena atinge de 2 a 8 anos de reclusão. Segundo Haga, os clientes são os maiores prejudicados com essa modalidade de crime, pois enfrentam falta de energia e o risco de queima de aparelhos por conta de algum curto-circuito causado pela intervenção dos ladrões. Haga destaca que pelo menos 90% dos furtos de fios elétricos ocorrem dentro das casas, no poste padrão, e por isso a CPFL não arca com os prejuízos.
 
De acordo com Haga, ao constatar o furto de fios, o dono do imóvel deve entrar em contato com a CPFL imediatamente para que uma equipe vá ao local e faça o desligamento definitivo da energia para que um profissional seja acionado para os devidos reparos. Após o conserto, o cliente deve ligar novamente e pedir o restabelecimento da energia.
 
Sem cobre
 
O gerente de serviços de campo da CPFL chama atenção para o fato de que o que atrai os criminosos é o cobre da composição dos cabos, porém, na fiação externa, instalada pela companhia, não há esse material e sim a utilização de alumínio. "Os furtos continuam acontecendo porque os ladrões não sabem que não se usa mais cobre." Já nas redes internas, em casas, comércios e indústrias, porém, Haga afirma que ainda é comum a presença de cobre.
 
A CPFL afirmou que tem investido em soluções que reduzam os impactos das interrupções causadas por furtos de cabos na região. A empresa instala chaves automatizadas que realizam manobras emergenciais na rede toda vez que acontece um furto de cabos e tem substituído esses cabos por equipamentos sem valor para os receptadores.
 
Riscos
 
De acordo com a CPFL, as pessoas que praticam esse tipo de delito são expostas a muitos riscos. Na primeira semana de setembro, em Sorocaba, um homem morreu e outro teve 50% do corpo queimado enquanto tentavam furtar fiação elétrica. O primeiro caso foi no Éden, quando o indivíduo subiu em uma caixa d"água para cortar a fiação e caiu de aproximadamente 30 metros. Já no Jardim Iporanga, um homem tomou uma descarga elétrica quando cortou cabos de energia de uma fábrica desativada.
 
Haga afirma que as consequências para quem manuseia cabos com partes energizadas podem ser graves, chegando a casos extremos de morte ou lesões irreversíveis, como perda de membros, fraturas por queda etc. Sem dados regionais, o gerente da CPFL informou que no Brasil, até agosto, foram registrados 814 acidentes com rede elétrica e desses, mais de 500 foram fatais. "Isso vai além dos furtos. Quem vai fazer qualquer reforma em casa também precisa acionar alguém especializado para o serviço", alerta.
 
No dia 26 deste mês terá início em Sorocaba a blitz da CPFL chamada Chega de Choque, que visa à conscientização para os cuidados com a rede elétrica. Segundo Haga, serão distribuídos panfletos e carros de som devem circular pelos bairros com orientações aos clientes.
 



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