ECONOMIA

Indústria da região recupera 850 vagas de trabalho em agosto



Com a abertura de 850 postos de trabalho, a indústria da região de Sorocaba aparece entre as quatro com os melhores índices no mês de agosto, na pesquisa de nível de emprego do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Ficou atrás apenas das regiões de Santo André, Marília e Jaú. O resultado positivo de 0,91% em relação a julho, entretanto, ainda não foi suficiente para sanar os prejuízos dos índices negativos registrados em meses anteriores.

Na contramão do topo da lista no resultado mensal, a região figura entre as com maior variação negativa no acumulado do ano (-6,67%) e perde apenas para Botucatu se considerados os índices somados dos últimos 12 meses, com -14,46%, o que significa a queda de aproximadamente 15.550 postos de trabalho no período. Os números consideram dados da região de Sorocaba, composta por 48 municípios.

Os segmentos que puxaram a recuperação do nível de emprego na região de Sorocaba foram os de artigos do vestuário e acessórios (5,76%), borracha e plástico (2,24%), impressão e reprodução de gravações (2,16%) e veículos automotores e autopeças (1,87%).

Depois de um primeiro semestre amargando o maior resultado negativo dos últimos cinco anos -- um acumulado de cerca de 7,9 mil postos de trabalho a menos -- as contratações chegam para dar fôlego ao setor industrial. Para o diretor regional do Ciesp, Erly Domingues de Syllos, o melhor resultado de agosto dos últimos quatro anos é, sim, motivo para comemorar.

"Não vamos falar numa recuperação forte e firme pois em todo o Estado de São Paulo um pouco menos da metade das regiões foi bem, a outra metade ainda não. Mas percebemos que os resultados negativos estão perdendo força", comentou, destacando que a retomada dos empregos na região já dava sinais de recuperação em julho, que fechou com índice de 0,56%, depois de quatro meses de perdas consecutivas.

A crise do setor, analisa Syllos, foi muito impactante, e chegar a 850 postos de trabalho abertos, ainda que não seja um número "robusto", como ele avalia, é consistente e reforça que o setor "já saiu da UTI, mas ainda está internado e é possível que ainda tenha sobressaltos."

O diretor regional relembra que o fim das operações da fabricante de pás eólicas Tecsis na cidade, com seus mais de 7 mil postos de trabalho, piorou os índices da região no primeiro semestre. "Além da crise, foi um caso pontual que tivemos."

As perspectivas para os próximos meses, acredita Syllos, são positivas, principalmente com alguns sinais de recuperação da economia, como a queda da taxa Selic e a movimentação da economia principalmente com a liberação dos recursos das contas inativas do Fundo de Garantir por Tempo de Serviço (FGTS). "Chegamos no fundo do poço. Temos que ter cuidado ainda, mas já estamos colocando a cabeça para fora."

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