ECONOMIA

Sorocaba avança para 26º lugar no pedido de patentes


 
Sorocaba passou da 33ª para a 26ª posição no ranking de pedidos de patentes do Instituto Nacional de Propriedade Industrial (Inpi) entre 2014 e 2016. Conforme as estatísticas divulgadas pela autarquia, a cidade contabilizou há três anos 38 pedidos de patentes; em 2015 foram 40 e no ano passado, 48.
 
Desde que o Parque Tecnológico de Sorocaba (PTS) foi instalado, em 2012, os pedidos de patentes chegaram à casa de 30. Os números confirmam o avanço do município em inovação. E, também, revelam que aqui existe um potencial de pesquisa dos maiores para ser trabalho.
 
Promover o desenvolvimento científico está entre as atribuições do PTS, vinculado à Secretaria Municipal de Desenvolvimento Econômico, que oferece estrutura a empresas e universidades. Patentear essa produção, por outro lado, é a competência da Vilage Marcas e Patentes, que mantém uma base no local.
 
A empresa está instalada nos cinco parques tecnológicos do Estado de São Paulo e, conforme seu diretor Rivalter Duechar, atua como facilitadora no processo de assegurar o respeito à propriedade intelectual do invento ou inovação. Mesmo com a melhora de desempenho, a situação, não apenas no município, poderia ser melhor.
 
Somada ao brutal corte de recursos públicos para o campo de pesquisa -- problema apontado pela comunidade científica -- a burocracia no andamento de pedidos para reconhecimento de patentes representa um entrave ao desenvolvimento. No Brasil, a espera para registrar uma patente pode ser de até doze anos.
 
Duechar conta que isto que acontece em razão da precária estrutura do Inpi. O instituto tem pouco mais de 200 técnicos. "É humanamente impossível se desincumbir de tanto trabalho em prazo menor", argumenta. Mesmo assim, existem mecanismos que podem agilizar o processo.
 
Celeiro de ideias
 
Em Sorocaba, calcula-se que desde a inauguração do PTS mais de R$ 10 milhões tenham sido investidos em projetos pelas organizações e institutos instalados. O espaço, onde também funciona o escritório da Câmara de Comércio do Mercosul, tornou-se um celeiro de boas ideias e um ambiente favorável aos empreendedores.
 
Antonio Oliveira e Marília Lara, ex-alunos do curso de engenharia da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli/USP), desenvolveram o Fluid, um dispositivo que detecta vazamentos na rede de distribuição de água. O equipamento funciona por meio de um sistema de monitoramento de vibrações em frequências sonoras. O processo de patente já está tramitando.
 
Os sócios têm mantido conversações com prefeituras de municípios da região e já firmaram parceria com a concessionária Águas de Votorantim, onde são realizados testes até agora bem sucedidos.
 
Antonio e Marília dizem que o Fluid é, sobretudo, uma ferramenta com uso recomendado para gestores. "Ele combate o desperdício e garante o abastecimento da população consumidora", afirmam. O aparelho se torna um aliado eficiente no trabalho do geofonista como é chamado o profissional que tem como incumbência monitorar a rede de distribuição de água.
 



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