CULTURA

'Contos de uma cidade morta' será lançado em formato físico na terça


Os textos da série Contos de uma cidade morta, do escritor Luciano Leite, publicados em 2016 no site do jornal Cruzeiro do Sul, poderão ser lidos em formato físico, no livro homônimo que será lançado terça-feira (15), às 19h30, no Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (rua Julio Hanser, 140, Centro). A obra estará à venda a R$ 25 e, posteriormente, poderá ser encomendada pelo site do escritor www.lucianoleite.com.br.
 
Dividido em nove histórias, o livro de 103 páginas tem como cenário o Cemitério da Saudade de Sorocaba. A versão impressa tem prefácio do historiador Carlos Carvalho Cavalheiro e ilustrações de Vanessa Tenor, Flávia Aguilera e Fabiana Martins.
 
A obra foi contemplada em 2014 pelo edital de criação literária do Programa de Ação Cultural (ProAC), da Secretaria Estadual de Cultura e agora, a publicação, em formato físico, foi financiada pelo Sindicato dos Metalúrgicos de Sorocaba e Região (SMetal) e pela Associação dos Aposentados Metalúrgicos de Sorocaba e Região (Amaso).
 
Definido pelo autor como um "romance histórico de Sorocaba", o livro ficcional foi construído a partir de fatos históricos, de personalidades e cidadãos anônimos que viveram no município e foram sepultados no Cemitério da Saudade. "Esse livro não tenta recriar fiéis biografias, e sim criar uma ficção, envolvendo seres humanos com seus sentimentos e emoções", comenta o autor.
 
A obra é organizada cronologicamente e os contos abordam passagens que vão desde a criação do Cemitério da Saudade, em 1863, como forma de combater a grande epidemia de varíola que atingia a cidade, passando por personagens ilustres como o monsenhor João Soares do Amaral e casos emblemáticos, como o da menina Julieta Chaves, conhecida como "Santinha de Sorocaba", que foi assassinada em 1899, aos oito anos de idade.
 
Fruto de uma pesquisa que incluiu conversa com historiadores locais e consultas aos livros de registros do cemitério, o livro de Luciano Leite também desenvolve narrativas ficcionais a partir da história de Capitão Francisco, um combatente da Guerra do Paraguai morto em 1892, em cuja lápide está gravada a mensagem "mártir pátria e vítima da ingratidão" e, por fim, o conto Eu em primeira pessoa, no qual o autor aborda o falecimento de seu próprio pai, sepultado no Cemitério da Saudade, e sua incompreensão em relação à morte.
 
Publicados no site do Cruzeiro desde de junho de 2016, os contos de Luciano Leite foram lidos por mais de 8 mil leitores em apenas dois meses.
 


OCULTAR COMENTÁRIOS
comments powered by Disqus