EXTERIOR

Líder chinês pede moderação a Trump no confronto com a Coreia


Antea escalada retórica entre EUA e Coreia do Norte, o líder chinês, Xi Jinping, pediu em telefonema neste sábado (12) ao presidente americano, Donald Trump, que evite "palavras e atos" capazes de "exacerbar" a tensão na península Coreana, informou a TV estatal chinesa. Trump tem dito de forma recorrente em discursos que Pequim precisa auxiliar os EUA a conterem as ambições nucleares e bélicas da Coreia do Norte, aliada chinesa.
No diálogo, Xi exortou todas as partes a "dar provas de moderação" e a "manter um rumo geral de diálogo, negociações e acordo político". Segundo o líder chinês, seu país compartilha com os EUA "o interesse comum de livrar a península das armas nucleares e de manter a paz e a estabilidade" na região.
De acordo com a CCTV, Trump respondeu que "as relações entre China e EUA se encontram em estágio de bom desenvolvimento, e ainda podem melhorar". A Casa Branca confirmou que na conversa os dois líderes "reafirmaram seu compromisso em manter a península Coreana livre de armas nucleares".
No mesmo comunicado, a Presidência americana destaca que Trump também reafirmou ao governador de Guam, Eddie Calvo, o presidente Trump que as "forças dos americanas estão preparadas para garantir a segurança da população local e dos EUA como um todo". A ilha no Pacífico é território americano e abriga uma base militar dos EUA.
Na sexta (11), Trump advertiu que se a Coreia do Norte "fizer algo em relação a Guam ou a qualquer outro território ou aliado americano, vai se arrepender de verdade e rápido" e disse que "soluções militares estão engatilhadas caso a Coreia do Norte aja de forma imprudente".
Pyongyang, que em julho realizou com sucesso dois testes de mísseis balísticos intercontinentais (ICBM) ameaçou nesta semana atacar Guam.
Segundo reportagem do jornal "Washington Post" publicada na última semana citando fontes na Defesa americana, Pyongyang já conseguiu criar uma ogiva nuclear pequena o suficiente para caber em um de seus mísseis, o que, para o Departamento de Estado, é "alarmante".


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