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Justiça acata ação por nepotismo contra Crespo e secretário

A Justiça de Sorocaba acatou a ação proposta pelo Ministério Público por prática de nepotismo contra o prefeito José Crespo (DEM), o secretário municipal de Abastecimento e Nutrição, Alexandre Hugo de Morais, e a servidora pública Ana Paula Aparecida de Morais Novaes, chefe da Seção de Pesquisa e Análise Tributária da Secretaria de Licitações e Contratos, que é irmã do secretário e ocupa cargo comissionado. No despacho, o juiz da Vara da Fazenda Pública de Sorocaba, Alexandre Dartanhan de Mello Guerra, dá prazo de 15 dias para os citados na ação de defenderem por escrito. Explicações A ação civil pública foi protocolada na quarta-feira (9) pelo promotor de justiça Orlando Bastos Filho, que pediu a anulação imediata da nomeação da servidora. A Prefeitura argumentou, na ocasião, que as nomeações realizadas seguem os preceitos da Súmula Vinculante nº 13 do Supremo Tribunal Federal (STF). Autenticidade A ex-assessora do prefeito José Crespo (DEM), Tatiane Regina Goes Polis, em torno de cuja escolaridade ocorreu o desentendimento entre a vice-prefeita Jaqueline Coutinho e o chefe do Executivo, ingressou na Vara da Fazenda Pública de Sorocaba, por intermédio do advogado Joel de Araújo, solicitando que a Justiça conceda a "autenticidade de sua titulação superior". Contra quem? No documento apresentado por Tatiane Polis à Justiça, é pedida a tutela antecipada para ela ter o poder de "usar e gozar de seu diploma perante qualquer entidade pública ou privada que exija nível superior". No entanto, o juiz Alexandre Dartanhan de Mello Guerra pediu que a autora da ação esclareça "o polo passivo da relação jurídico-processual". Recentemente a Polícia Civil indiciou Tatiane por uso de documento falso, no inquérito que apura irregularidades no nível de escolaridade apresentado por ela para assumir cargo na Prefeitura de Sorocaba. Provincianismo O secretário de Cultura, Werington Kermes, rebateu ontem com duras críticas, durante entrevista à Cruzeiro FM 92,3, o vereador e pastor Luis Santos (Pros), que no dia anterior havia pedido explicações ao secretário sobre uma obra em grafite feita no Palacete Scarpa, como parte de um evento organizado pelo Sesc Sorocaba. Kermes disse lamentar uma "postura provinciana, de extremo conservadorismo e de censura" do vereador, ao cobrar a remoção imediata da obra daquele imóvel, que é sede da Secretaria da Cultura. "Não vamos atender ao requerimento do pastor", disparou. Protesto O jornalista José Carlos do Amaral, de 75 anos, foi a primeira pessoa a chegar ao gabinete de Jaqueline Coutinho, ao lado da vice-prefeita, na manhã de anteontem, quando descobriram que o prefeito José Crespo (DEM) havia designado um servidor para ficar "plantado" no gabinete. José Carlos havia marcado uma entrevista com a vice, no dia anterior. Segundo ele, Jaqueline perguntou se o funcionário poderia sair da sala. Ao que o assessor respondeu, conforme José Carlos, que "até podia, mas estava no meio de um trabalho". E não saiu. José Carlos afirma que se sentiu prejudicado em seu direito de cidadão, e que vai entrar na Justiça contra o que julgou uma "barbaridade" do atual governo. "Quem deu essa ordem para esse cidadão ficar lá está desrespeitando uma ordem de uma desembargadora", disse. E completou: "Sorocaba não pode mais continuar nas mãos de pessoas que agem como se fossem donos da cidade."



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