CULTURA

Guitarrista Jimmy Dludlu é atração do Festival Jazz & Blues no Sesc




O Sesc Sorocaba apresenta o show do guitarrista moçambicano, Jimmy Dludlu, dia 17, quinta, às 20h, no Festival Sesc Jazz & Blues. O músico apresentará ao público presente a turnê "In the Groove", que é baseada no recém lançado álbum homônimo do artista. No mesmo dia também haverá intervenções musicais externas com o duo João Leopoldo e Richard Ferrarine.

O Festival Sesc Jazz & Blues é a primeira ocasião em que o músico se apresenta em solo brasileiro. "Estou muito ansioso para tocar e encantar o povo brasileiro. Sempre tive influência do Samba, da Bossa Nova nas minhas músicas e poder tocar para um público que em algum momento serviu-me de inspiração é muito excitante para mim", explica Dludlu.

Jimmy Dludlu nasceu em Moçambique. Quando tinha 13 anos de idade, ele pegou pela primeira vez a guitarra de um primo e começou a aprender sozinho a tocar imitando o jazz e a música moçambicana que ele ouvia no rádio. Sua carreira decolou para valer em meados da década de 1980, quando ele trabalhou com várias bandas da África do Sul, incluindo Impandze da Suazilândia, com o cantor jamaicano Trevor Hall, Kalahari & Satari da Botswana, bem como Anansi, com o saxofonista ganês George Lee.

Um destaque deste período foi o seu desempenho com Anansi nas celebrações da Independência da Botswana, em 1986, ao lado de uma série de estrelas africanas, incluindo Thomas Mapfumo. Em Outubro de 1995, Jimmy e sua banda, C-Base Collective, dividiram o palco com o cantor e guitarrista senegalês Ismaël Lo, na African Reconnection Tour em Cape Town. Com C-Base Collective, Jimmy realizou dois shows altamente aclamados ao lado de Courtney Pine no Arts Alive Festival 1996, em Joanesburgo, e ao final daquele ano assinou como artista de gravação da PolyGram.

O estilo de Jimmy Dludlu inclui influências amplas, combinando elementos tradicionais e modernos do jazz extraídas, entre outros, de Wes Montgomery, George Benson e Pat Metheny, com lendas da música Sul Africana como Miriam Makeba, Letta Mbulu, Hugh Masekela, Themba Mokwena e Allen Kwela. Ele é particularmente atraído pelos sons da África ocidental e central, assim como a América Latina, mas o jazz continua a ser sua primeira, influência. Suas numerosas composições originais caem dentro da tradição daquilo que foi vagamente denominado Afro-Jazz. Jimmy aperfeiçoou sua arte na Universidade da Cidade do Cabo, onde estudou jazz.

No total lançou 8 álbuns: Echoes from the Past (1997), Essence of Rhythm (1999), Afrocentric (2002), Corners of my Soul (2006), Portrait (2007), Tonota (2011), Jimmy Dludlu Live (2015), In the Groove (2016). Em 2016 seu oitavo álbum, "In the Groove", foi premiado nas duas maiores premiações da indústria musical africana, nas categorias Melhor Artista Africano de Jazz (AFRIMMA AWARDS 2016) e Melhor DVD ao Vivo, para "Live at Emperors Palace" (SAMA AWARDS 2016).

Os ingressos para o show custam R$ 12,00 para credenciados no Sesc e dependentes (credencial plena), R$ 20,00 para aposentados (pessoas com mais de 60 anos), pessoas com deficiência, estudantes e servidores da escola pública com comprovante e R$ 40,00 inteira. A classificação etária é 12 anos.

Intervenções Jazz & Blues


As intervenções Jazz & Blues ficam por conta do duo João Leopoldo (piano elétrico) e Richard Ferrarini (sax, flauta e clarinete), dia 17, quinta, às 15h na Praça Coronel Fernandes Prestes e às 19h na Entrada da Unidade.

João Leopoldo é compositor e pianista residente em Sorocaba. Já atuou em diversos espaços ao lado da banda Marcos Boi & Mad Dog Blues e carreira solo. O músico chama a atenção por suas performances e estética autoral. Já Richard Ferrarini é saxofonista, flautista, clarinetista e membro da orquestra de música instrumental "Vintena Brasileira". (Assessoria de imprensa/Sesc Sorocaba)



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