SOROCABA E REGIÃO

Hacker é preso por suspeita de extorsão


A Delegacia de Investigações Gerais (DIG) de Sorocaba apresentou, na manhã desta segunda-feira (19), detalhes sobre a investigação que resultou na prisão de um hacker de 36 anos, acusado de extorquir uma empresa da cidade. O suspeito foi preso em Bariri, na região de Jaú, onde reside, no dia 5 de junho. De acordo com os delegados Acácio Aparecido Leite e Mário Ayres, em novembro de 2016, o homem começou a ameaçar a empresa alegando que iria tirar seu site do ar, além de publicar inverdades sobre a mesma. O hacker teria exigido pagamentos entre R$ 5 mil e R$ 15 mil reais, sendo que as vítimas teriam chegado a pagar R$ 5.200.

Entre as ações promovidas pelo suspeito contra a empresa sorocabana -- que seria da área de saúde -- estaria tirar o site da empresa do ar e divulgar na internet informações caluniosas, como supostas irregularidades em medicamentos. Nas postagens, o hacker se passaria até por clientes insatisfeitos. Essas ações difamatórias foram classificada pelos delegados como "marketing reverso". "Causando dessa forma prejuízos morais e financeiros para a empresa", explica o delegado Mário Ayres.

Em março, representantes da empresa procuraram a polícia e com a ajuda de um funcionário da área de informática conseguiram rastrear a origem das extorsões -- que ocorriam principalmente por e-mail. O homem foi preso em casa no dia 5 de junho, em ação conjunta com a DIG de Jaú.

Ele é formado em enfermagem e teria alegado inicialmente que não trabalhava com informática, mas sim na área de saúde. Após a polícia constatar que seu registro no Conselho Regional de Enfermagem (Coren) estava suspenso -- a pedido do próprio homem-- desde 2009, ele teria mudado sua versão. O suspeito teria passado a alegar então que foi contratado por uma empresa concorrente para prejudicar o negócio sorocabano, e que achando errado o pedido decidiu oferecer seus serviços para defender a empresa desses ataques. A DIG não divulgou o nome da empresa vítima, nem da suposta concorrente apontada pelo homem.

O suspeito, que estava na Cadeia de São Roque, teve a prisão preventiva decretada e seria transferido ainda nesta segunda-feira ao Centro de Detenção Provisória (CDP) de Sorocaba. Ele deve ser indiciado pelo crime de extorsão que prevê pena de quatro a dez anos. As investigações agora irão analisar os donos das contas bancárias em que os valores foram depositados e ainda os computadores apreendidos na casa do suspeito. O objetivo é apurar o envolvimento de outras pessoas no crime, além de verificar possíveis outras vitimas. Ao ser apresentado à imprensa, o suspeito voltou a repetir a versão de que foi contratado por empresa rival. A polícia diz que a versão dele não se sustenta, mas as investigações continuam. O caso terá prosseguimento pela Comarca de Sorocaba.


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