SOROCABA E REGIÃO

Escândalo político tem pouca repercussão entre vereadores


 
 
Menos de 24 horas após os escândalos de corrupção envolvendo o presidente Michel Temer (PMDB) e o senador e presidente nacional do PSDB, Aécio Neves, que ganharam as manchetes de todo o Brasil, os vereadores de Sorocaba realizaram, na manhã desta quinta-feira (18), a 29ª sessão ordinária de 2017 sem dar muito destaque ao cenário político nacional. O assunto pouco foi comentado pelos parlamentares na tribuna do Legislativo -- com exceção de algumas manifestações de integrantes de partidos de oposição. Dos 20 vereadores, quase metade pertence aos mesmos partidos dos pivôs das notícias da última quarta-feira: são seis no PMDB e três no PSDB. Nenhum deles, porém, tomou a iniciativa de falar sobre o tema.

Procurados pela imprensa, os vereadores concederam entrevistas sobre o assunto, na maioria dos casos com comentários evasivos, opinando pela necessidade de aguardar investigações. Na tribuna, entre os oposicionistas, apenas Francisco França (PT) e Fernanda Garcia (Psol) se manifestaram, criticando especialmente Temer e defendendo o movimento que pede eleições diretas à presidência da República. "A solução é a população ir às ruas para exigir os seus direitos", disse a socialista.

Luis Santos (Pros), antes de sua fala como líder do partido na Câmara, pediu "a misericórdia de Deus para que ajude o País a sair dessa situação". Já JP Miranda (PSDB) optou por fazer seu pronunciamento nas redes sociais onde, através de um vídeo gravado ainda no plenário do Legislativo, defendeu o afastamento de Aécio Neves da presidência do partido, o que viria a se confirmar horas depois. O tucano falou ainda em "recuperar a credibilidade da classe política brasileira".

Votação

Na votação de projetos da pauta, os vereadores praticamente só cumpriram o que é de praxe: ratificar a aprovação de projetos que já haviam passado pelo plenário em sessões anteriores. São os casos da proposta que trata da divulgação de gastos de gabinete não efetuados pelos parlamentares e devolvidos aos cofres públicos como "reembolso", que passou pela comissão de redação final, e a que obriga a Prefeitura a dar publicidade à informação de que o bloqueio de celulares roubados e furtados pode ser solicitado nas delegacias de polícia, em segunda discussão. Ambos os projetos são assinados por Hudson Pessini (PMDB).
 



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