_ Alimentação e exercício combatem a obesidade dos animais - 20/03/17 - SOROCABA E REGIÃO - Jornal Cruzeiro do Sul
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Alimentação e exercício combatem a obesidade dos animais



A exemplo do que ocorre com os humanos, a obesidade animal pode ter várias causas, podendo ocorrer por fatores hormonais e metabólicos, mas sem dúvida, a maior causa entre cães e gatos é o excesso de alimentação e a alimentação desequilibrada (com excesso de gorduras e carboidratos), além do sedentarismo. O alerta é feito pelo veterinário José Henrique Marinho Mauad, da Clínica Veterinária Santana.

De acordo com o veterinário, é comum as pessoas atribuírem o sobrepeso à castração, mas ele adverte que embora os animais castrados normalmente se tornam mais sedentários, esse é apenas um fator e não pode ser considerado o vilão da história, pois se forem alimentados corretamente não se tornarão obesos.

É também muito comum os donos acharem lindos ver seus pets gordinhos, fofinhos, mas o veterinário Henrique Mauad atenta que também no mundo animal, os perigos da obesidade podem ser comparados aos existentes para os seres humanos, "pois os animais padecem dos mesmos problemas que nós quando estamos acima do peso". Entre os problemas ele cita o aumento das taxas de colesterol e triglicérides, diabetes, problemas articulares devido à sobrecarga, etc.

Mas há como reverter esse quadro. A orientação é para que haja acompanhamento de um médico veterinário, profissional qualificado para fazer um diagnóstico preciso e corrigir eventuais problemas metabólicos e/ou hormonais que possam estar por trás desse quadro, e ainda orientar a melhor forma de alimentar o animal. Entretanto, o veterinário também destaca que "o mais importante de tudo é a conscientização de que nós, os humanos somos, na maioria das vezes, os maiores responsáveis pela obesidade dos animais, pois nós que os alimentamos, e também nós que temos que reverter esse quadro", enfatizou.

Alimentação racionada


Embora desconheça qual seria o peso ideal para sua cachorra Margarida, atualmente com 32 quilos, a aposentada Maria Regina Pires da Rosa diz ter consciência de que ela está com sobrepeso, e que por isso já há algum tempo vem cuidando para que, ao menos, o peso não aumente. A preocupação, conforme explica a tutora, aumenta pelo fato de que em junho Margarida completa oito anos de idade, podendo, pelo tempo de vida, sofrer alguns problemas de saúde que podem se agravar com quadro de obesidade.

De acordo com Maria Regina, a cachorra vai regularmente ao veterinário, toma todas as vacinas, mas que mesmo assim acabou engordando além do que devia. A aposentada conta que se deixar, a Margarida come até pizza, mas que para evitar problemas futuros, tem a alimentado com ração light, e os chamados petiscos foram duramente reduzidos, recebendo apenas um por dia, e de forma fracionada, sendo uma parte pela manhã e outra pela noite. Brincar de jogar bolinha e sair para caminhar com a cachorra, são tarefas diárias para que Margarida não se torne obesa, e possa também se exercitar.

Mas os cuidados com a cachorra de raça não definida serão redobrados a partir de primeiro de junho, quando ela completará oito anos: "sei que a obesidade pode acarretar não apenas o sistema cardíaco, mas também o renal, e se depender de mim ela morrerá apenas por idade avançada, mas espero que demore muito", pontua Maria Regina, que também tem a gata Mila com 15 anos de idade, mas que sempre foi magra.


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