SOROCABA E REGIÃO

1.300 crianças ficarão sem creche de tempo integral em Sorocaba


 
Após emitir, na tarde desta quinta-feira (16), circular para creches da rede municipal comunicando  a suspensão do atendimento em período integral, em coletiva de imprensa realizada na manhã desta sexta-feira (17), a secretária de Educação de Sorocaba, Marta Cassar, informou que a medida atinge turmas de 33 unidades, do total de 89. Segundo Marta, dos quase 13 mil alunos, cerca de 1.300 serão atingidos com a mudança.


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Durante a coletiva, Marta afirmou que a medida foi tomada por conta do déficit de auxiliares de educação e que são necessários ao menos 150 profissionais para que todas as unidades atendam em período integral. Segundo Rodrigo Moreno, titular da Secretaria de Recursos Humanos, a circular foi enviada somente na tarde de ontem porque ainda era estudado como ficariam acomodados o total de 1.450 auxiliares contratados atualmente. "Ficamos estudando como minimizar o problema, por isso o aviso demorou a ser feito."



Marta afirma que o déficit de profissionais ocorre desde 2014 e desde o dia 2 de janeiro a pasta trabalha para manter o período integral no maior número de unidades possíveis. Desde quarta-feira (8) passada, quando as aulas tiveram início, devido ao período de adaptação, os alunos estavam sendo dispensados às 13h. Na segunda-feira (20), o horário retornaria ao período integral, ou seja, das 7h às 17h. 


A secretária de Educação afirmou ainda que as turmas do período semi-integral cumprirão totalmente seu papel pedagógico e disse compreender a situação dos pais que precisam dos filhos matriculados em período integral, "mas isso trata-se de um problema social e não educacional". Segundo Marta, todos os pais que matricularam os filhos tinham a expectativa de que as crianças ficassem nas unidades durante todo o dia, mas que devido à situação financeira, isso é inviável.


No ano passado, afirmou a secretária, eram 357 turmas atendidas em período integral e atualmente são 400 turmas. Esse aumento, disse, ocorreu por conta da contratação de 11 professores a um custo de R$ 479.400 ao ano e 14 auxiliares a um custo de R$ 290.004. Além desses profissionais, foram contratados em fevereiro 177 estagiários para trabalhar nas creches, com investimento de R$ 1,2 milhão ao ano. Para sanar o problema, são necessários, segundo Moreno, mais 150 auxiliares de educação, que devem custar ao município R$ 4 milhões ao ano. Essa contratação, porém, ainda não tem data definida para ocorrer.


Além dos cerca de 1.300 alunos que ficarão sem o ensino integral, Marta disse também que turmas podem ser dispensadas caso seja registrada falta de auxiliar de educação, pois esse profissional não é substituído. Para justificar o problema com auxiliares de educação, a secretária apontou o alto índice de absenteísmo na rede municipal de ensino. Segundo dados divulgados pela Sedu, de 10 de janeiro de 2016 até hoje foram 11.017 atestados apresentados à pasta. Desse total, 1.209 são de auxiliares de educação.
 


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