SOROCABA E REGIÃO

Carandá não tem data para mudança dos sorteados


Sem saber quando poderão se mudar para os apartamentos que lhes foram destinados por sorteio, os futuros moradores do Residencial Carandá começaram a assinar os contratos de aquisição que, agora, serão encaminhados para registro. A expectativa da Secretaria de Habitação e Regularização Fundiária da Prefeitura é de que em média 300 pessoas procurem o serviço diariamente.

A indefinição para a ocupação das unidades, entretanto, tem demandado preocupação. Muitos dos contemplados confiaram na promessa da Prefeitura de que os imóveis estariam disponíveis no final do ano passado e acertaram datas para desocupar as casas onde vivem atualmente.

Este é o caso de Cristina Mielli que ontem assinou a documentação. "Está tudo certo, mas não sei o que fazer, já que a mudança mesmo não vai acontecer. Eu devo sair da minha casa até o final deste mês e, provavelmente, vou ter de ir morar na casa de parentes até que a situação se resolva. O pior é que ninguém explica nada. A gente pergunta, mas eles dizem que não podem prestar esclarecimentos", contou.

Outra contemplada, Cristina Souza Assis Silva está sujeita ao mesmo problema. "Esperamos tanto tempo e agora que o apartamento saiu não sabemos o que vai acontecer. Fiquei de entregar minha casa até o dia 23. Aliás, já entreguei e o dono quer que eu saia dentro desse prazo. Vou precisar ir para a casa de amigos, me virar até conseguir mudar com minha família".

Considerado um dos maiores empreendimentos habitacionais voltados às famílias carentes, o Residencial Carandá tem 2.560 apartamentos. O problema é que a estrutura de serviços e de equipamentos públicos na região da rodovia Emerenciano Prestes de Barros (estrada Sorocaba-Porto Feliz), onde ele se localiza, é deficitária.

Algumas melhorias foram realizadas, mas outras ainda não, caso da duplicação ou adaptação da estrada. A Polícia Rodoviária alertou para o risco de acidentes no local em razão da demanda de veículos que deverão circular por lá quando os apartamentos forem ocupados. O prefeito José Crespo (DEM) declarou que aguarda aval do Ministério Público para liberar as moradias, mas isto ainda não ocorreu.

Em nota, o Serviço de Comunicação do Paço (Secom) informou que o Residencial Carandá encontra-se em fase de assinatura de contratos entre os moradores sorteados e o Banco do Brasil. Assinados os contratos, os documentos seguirão para registro em cartório próprio, respeitando a capacidade de absorção de demandas deste.

Em seguida, será feita nova vistoria nos imóveis. Cumpridas essas etapas, hoje, de responsabilidade da empresa Sistema Pri -- a quem cabe o desenvolvimento e aplicação do chamado Trabalho Técnico Social --, é que existirá a liberação para a mudança. Paralelamente a todos esses fatores, a administração pública está empenhando esforços no sentido de dotar o projeto habitacional de todos os elementos que garantam bem-estar e qualidade de vida para a população que será ali instalada.

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