ECONOMIA

Startups ganham força na região de Sorocaba

Conceito que ganhou força com a internet, as startups avançam na região de Sorocaba, considerada como um dos melhores ambientes para esse tipo de empreendimento. Na cidade, segundo resultado de um estudo colaborativo, em que os próprios empresários podem se cadastrar no site (www.mapeamento.startupsorocaba.com), já funcionam cerca de 80 empresas que atuam nos mais variados segmentos com esse propósito.

 

As startups são gerenciadas por pessoas que trabalham com ideias para otimizar e monetarizar (gerar receita) negócios já estabelecidos ou que venham a ser implantados. O funcionamento e as vantagens que agregam foram abordados num dos painéis do V CEO Fórum, evento realizado quinta-feira no shopping Iguatemi Esplanada, em Sorocaba.

 

O encontro, primeiro do gênero de alcance metropolitano (foi planejado também para discutir o potencial existente dentro dos municípios que compõem a Região Metropolitana de Sorocaba - RMS) discutiu alternativas de empreendedorismo e reforçou a importância e a necessidade de se apostar na inovação.

 

O diretor-executivo do Grupo Panna e um dos realizadores do evento, Waldir Bastos, afirma que acompanhar a evolução tecnológica e, sobretudo, aplicá-la enquanto ferramenta de gestão tornou-se uma necessidade na atual conjuntura. "Não se pode mais ficar indiferente ao que acontece. Se antes, a preocupação de quem empreende tinha outro foco, agora é mais do que imperioso ampliar os horizontes e pelo menos se permitir conhecer modelos e paradigmas diferenciados, até como estratégia de sobrevivência empresarial", considera.

 

Não existem, por enquanto, números que dimensionem o quanto esse mercado movimenta no Brasil. Um censo é elaborado para esclarecer essa e outras questões relacionadas ao setor. O que se sabe é que quem apostou e estabeleceu parcerias não tem exatamente do que reclamar.

 

 

Crise

 

"O segmento das startups desconhece os efeitos da crise", diz Bastos. Essa também é a opinião de Joe Yaqub Khzouz, CEO da BKO, uma das maiores incorporadoras imobiliárias do Estado. Ele afirma que as perspectivas futuras são bastante animadoras. "Existe um terreno muito fértil para ser trabalhado e as oportunidades procuram quem se dispõe a empreender." Para o executivo, ainda é tempo de apostar no novo. "Sempre existirão nichos para serem prospectados. A questão é ter foco e correr atrás".

 

Especialista em startups, Carlos Mello, da 4 Legacy Consultoria e Participações, atribuiu o sucesso da empreitada ao ânimo injetado pelos jovens que estão no comando das ações. "Essa geração que hoje desenvolve o empreendedorismo criativo tem muito a oferecer", diz Mello.

 

Ele observa que a resistência à mudança decorre, em alguns casos, do entendimento que alguns insistem em defender de que conduzir os negócios do mesmo modo seria mais seguro. "O Vale do Silício, nos Estados Unidos, também levou um certo tempo até se firmar como polo de produção de conhecimento científico. Nós também podemos chegar lá", reconhece.

 

O fórum reuniu, além de Carlos Mello, especialistas de diferentes áreas de atuação e foi aberto com a palestra de Pedro Veras, engenheiro e administrador de empresas, presidente do conselho de condôminos do Shopping Iguatemi São Paulo; seguido por Fábio Trigo, executivo de negócios, marketing, vendas e planejamento estratégico, sócio da GT Consulting; Luís Rasquilha, CEO da Inova Consulting; e Joe Khzouz, fundador e presidente da BKO Incorporadora e Construtora.

 


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