SOROCABA E REGIÃO

90% dos pacientes da Santa Casa vêm de UPHs


A falta de leitos e o número de doentes que aguardam nas Unidades Pré-Hospitalares (UPHs) e na Unidade de Pronto-Atendimento (UPA) por uma vaga de internação também foram temas abordados durante a audiência pública de prestação de contas da Santa Casa, realizada nesta sexta-feira (21). Do total de pacientes atendidos na Santa Casa, cerca de 90%, segundo José Luiz Pimentel, gestor do hospital, vêm de transferência principalmente das UPHs Zona Norte e Zona Leste e UPA do Éden.

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A situação das UPHs, nas quais os pacientes ficam esperando para serem encaminhados à Santa Casa, segundo classificou Pimentel, "é um beco sem saída", pois a cidade tem um déficit de 300 leitos. Em reportagem publicada ontem no jornal Cruzeiro do Sul, foi informado que cerca de 100 doentes aguardavam por atendimento especializado. Segundo os indicadores de saúde, afirmou o administrador, Sorocaba, em face de sua população, deveria ter cerca de 700 leitos disponíveis, mas conta com cerca de 380, entre os existentes na Santa Casa, no Hospital Santa Lucinda e no Conjunto Hospitalar de Sorocaba (CHS), que atende outros 47 municípios da região.

Pimentel calcula que 50% da população, ou seja, quase 350 mil pessoas, é atendida pelo SUS em Sorocaba, e destaca que desde 2006 não foram firmados novos convênios para ampliação de leitos. Há uma defasagem de 10 anos. "Enquanto houver esse déficit, vamos continuar enfrentando esses problemas de atendimento e as UPHs ficarão lotadas", afirmou.

Ocupação e mortalidade

Segundo o administrador, a taxa de ocupação na Santa Casa está acima de 100%, passando para 102,9% no segundo quadrimestre, porcentual um pouco acima dos 100,3% do quadrimestre anterior. A média de permanência dos pacientes variou de 5,93 para 5,98 dias. O índice de giro dos leitos também subiu de 16,9% para 17,2%.

A taxa de mortalidade do hospital, segundo a prestação de contas, se manteve estável, variando de 11,7% para 11,9% de um quadrimestre para outro. Segundo os dados de Pimentel, a média mensal de internações no primeiro período foi de 835 pacientes e no segundo, 870. Dessa forma, segundo os dados apresentados, a média de mortalidade no hospital nos primeiros quatro meses foi de 91,8 pessoas/mês e no período seguinte o número subiu para 104 por mês.

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