ECONOMIA

Após queda do PIB, mercado piora projeção da atividade econômica em 2016

Depois de semanas seguidas projetando queda menor da atividade econômica em 2016, economistas voltaram a piorar a estimativa para o PIB (Produto Interno Bruto) deste ano, embora tenham previsto crescimento maior em 2017. Os dados estão no Boletim Focus divulgado nesta segunda-feira (5).

A pesquisa semanal do Banco Central aponta queda de 3,20% do PIB neste ano, frente a projeção de retração de 3,16% na semana anterior. Para 2017, o crescimento passou de 1,23% para 1,30%, enquanto em 2018 foi mantido em 2%.

A revisão deste ano ocorre após o PIB recuar 0,6% no 2º trimestre, levemente acima da previsão do mercado. Quando comparado com o mesmo período do ano passado, o PIB recuou 3,8%. Neste ano até junho, a contração é de 4,6%. No acumulado em quatro trimestres (equivalentes a 12 meses), a queda foi de 4,9%, recorde negativo na série histórica.

A leitura de economistas é que a recuperação da economia será demorada. Os sinais positivos emergiram ainda fracos. A indústria saiu do vermelho pela primeira vez depois de cinco trimestres de queda, e os investimentos subiram depois de dois anos e meio em declínio.

A perspectiva para a inflação se manteve em 7,34% neste ano, mas caiu de 5,14% para 5,12% no próximo ano, dentro da meta estabelecida pelo CMN (Conselho Monetário Nacional) -4,5% com 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo.. Em 2018, permaneceu em 4,5%.

Juros

A projeção para os juros se manteve em 13,75% neste ano, após o Copom (Comitê de Política Monetária do BC) decidir manter a taxa básica em 14,25% ao ano na reunião da semana passada. Foi a nona vez consecutiva em que o Copom decide que a taxa deve permanecer inalterada.

Em comunicado, o Copom condicionou a redução da taxa básica de juros à queda da inflação e à redução da incerteza sobre o ajuste fiscal proposto pelo novo governo.

Em nota, o Copom afirma que "a inflação corrente segue pressionada, em parte em decorrência de preços de alimentos, e vem recuando em ritmo mais lento que o esperado".

Para 2017, a previsão para a taxa de juros caiu de 11,25% para 11% ao ano. Para 2018, a expectativa é que a Selic termine o ano em 10,50%.

A perspectiva para o dólar no fim deste ano recuou de R$ 3,29 para R$ 3,26, e se manteve e, R$ 3,45 em 2017. (Folhapress)



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