SOROCABA E REGIÃO

Dois grupos protestam no Paço



A manhã desta segunda-feira (20) foi marcada por duas manifestações em frente ao Paço Municipal, na avenida Engenheiro Carlos Reinaldo Mendes, no Alto da Boa Vista, em Sorocaba. Funcionários da Loja Havan, situada na zona norte, cobravam agilidade da prefeitura para a liberação da abertura do estabelecimento. Outro grupo, protestou contra o fechamento de uma escola no bairro Aparecidinha.

Às 9h, cerca de 170 funcionários da Havanestiveram no Paço para reivindicar a liberação da Prefeitura para a inauguração da loja, que permanece fechada desde o dia 21 de dezembro. No entanto, no período da tarde, a Prefeitura emitiu uma nota, autorizando o o funcionamento da loja, que teria entregue toda a documentação exigida às 15h desta segunda-feira (20). O adiamento na inauguração do estabelecimento se deu pela falta do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) e do Habite-se. Ainda durante o protesto, os funcionários afirmaram que estão recebendo o pagamento, mas temiam que a loja fosse fechada e, por consequência, perdessem seus empregos.

Em anonimato, os empregadosdisseram que a documentação estava pronta desde a última sexta-feira. O gerente regional, o gerente da loja e o engenheiro responsável pela obra tiveram uma reunião com o secretário de Governo e Segurança Comunitária, João Leandro da Costa Filho e o vereador Carlos Leite, para tentar resolver o impasse.


Fechamento de escola
Um outro grupo, composto por cerca de 30 pessoas, do bairro Aparecidinha,manifestaram contra o fechamento da Escola Estadual Professor Acácio de Vasconcellos Camargo, que teveinterrupção no atendimento às classes de 1º a 5º ano. A manifestação começou no bairro, por volta das 8h30 e seguiu para a Prefeitura.

Segundo os manifestantes, a Prefeitura pretende transferir os alunos para uma escola do Éden. Mesmo concedendo o transporte aos alunos, os pais são contra, porque a distância entre um bairro e outro é grande, o que dificultaria o acesso dos pais à escola. "Você imagina que existem muitas questões contra essa ideia como trânsito que pela manhã é congestionado aqui, e por isso as crianças teriam que sairmuito cedo de suas casas.Com relação aohorário, imagina se uma criança por algum motivo perde esse transporte, como vai fazer?Sem falar nadistância. As crianças seriam obrigadas a pegar um pedaço da rodovia para ir até lá,e seuma criança ficar doente, até os pais chegarem lá de ônibus vai demorar muito", comentou um dos representantes do grupo, Paulo Shigueyuki Matsuo.

"Um bairro desse tamanho sem uma escola? Isso é um absurdo", disse uma mãe que não quis se identificar.

Matsuo confirmou que durante a manhãhouve um encontro de representantes dos paiscom o secretário de Educação, José Simões. Na ocasião, o secretário voltou a comentar sobre a possibilidade de transportar os alunos para oÉden além de cogitar o aluguel de um local no bairro, porém, uma resposta definitiva será dada na sexta-feira. "O que nós queremos é que a promessa de construção de uma escola para o bairro também não fique esquecida", disse Matsuo.

Um abaixo-assinado foi confeccionado, com cerca de mil assinaturas e deve ser entregue na Prefeitura e no Ministério Público.


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