CULTURA

'Arte é reciclar a banalidade'

Maíra Fernandes
maira.fernandes@jcruzeiro.com.br

A discussão da sustentabilidade sob o ponto de vista da arte. Esse é o mote da exposição "Reciclagem na Arte", que abre ao público hoje e segue até o dia 27, no Palacete Scarpa. Além da reprodução de 40 obras de doze dos maiores artistas brasileiros da atualidade como Aldemir Martins, Taisa Nasser, Caciporé Torres, Neto Sansona, Rubens Matuck, Floriano Martins, entre outros,o sorocabano Jeovah dos Santos será homenageado no evento, onde terá exposta sua obra "Rio Sorocaba - O Morro de Ipanema ao fundo", que mede 1,30 cm e foi feita com tinta a óleo, sob uma folha de bananeira.

A exposição gratuita faz parte do Museu Itinerante Ultragaz, que passará por 12 cidades de nove Estados, levando arte e cultura a crianças e adolescentes de escolas e instituições públicas. O projeto, que está em seu segundo ano consecutivo, iniciou na Capital, entre os dias 10 a 13 de abril, e em Barueri dos dias 17 a 20 de abril e, depois de Sorocaba, seguirá para as cidades de Ribeirão Preto, Araucária, Volta Redonda, Serra, Sete Lagoas, Brasília, Juazeiro, Teresina e Natal.

Além da ação, vale ressaltar ainda que a exposição conta com a curadoria do experiente crítico de arte e artista plástico, Jacob Klintowitz, que contou que as obras foram escolhidas com base na qualidade dos artistas e também na diversidade que contemplam. Para ele, o mérito desse trabalho é de levar a cultura através da representação dos melhores artistas brasileiros para população, em distantes e diferentes locais. Por isso, também elegem um artista local que melhor represente a cidade, destaca.

Arte e sustentabilidade

De acordo com o curador, além da beleza das obras, é importante pensar a atitude sustentável do fazer artístico. "Arte é reciclar a banalidade, criar formas e devolver o brilho e a inteligência das coisas. A arte de reciclar sempre recupera o que já não servia para nada e nos devolve um tesouro único capaz de nos emocionar, ensinar, ampliar o nosso horizonte e melhorar a qualidade de nossa vida. A essência da arte é nos revelar os símbolos da humanidade", considera ele.

Como defende Klintowitz, a arte é pioneira na recuperação do significado das coisas, no respeito ao que o ser humano tem de fundamental e na capacidade original de dar o máximo sem dilapidar a natureza e comprometer o futuro. "Esta exposição é extremamente significativa, pois reúne artistas brasileiros de diversas tendências, com algumas características comuns: a qualidade do trabalho, o respeito ao ofício da arte e a crença de que é possível a construção da cultura, da educação e a discussão dos valores humanos e sociais que dignificam a vida dos homens e tornam a comunidade menos desigual", conclui.

A exposição ficará aberta ao público de 9h às 17h nos dias 24, 25, 26 e 27 de abril, no Palacete Scarpa, que fica na rua Souza Pereira, 448, Centro. A entrada é gratuita.


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