SOROCABA E REGIÃO

Vagões abandonados terão de ser retirados de estação

Telma Silvério
telma.silverio@jcruzeiro.com.br

O abandono de mais de 200 vagões na estação ferroviária de Iperó está com os dias contados. Isso porque o Poder Judiciário concedeu uma liminar a pedido feito pela Prefeitura, dando prazo de 15 dias para a retirada dos vagões pela América Latina Logística (ALL). A determinação judicial passará a valer após publicação no Diário Oficial do Estado, sob pena de multa de R$ 100 por dia em caso de descumprimento.

Até o momento não existe data para a publicação da liminar, mas a expectativa é de que isso ocorra nos próximos dias, segundo o vice-prefeito Vanderlei Polizeli. Além da deterioração natural, pela ação do tempo, os vagões oferecem risco à saúde pública, atrai a marginalidade e dificulta o desenvolvimento de qualquer atividade social, considera Polizeli. A ALL informou que ainda não tomou conhecimento da decisão judicial, mas que já toma medidas para sanar o problema.

O vice-prefeito de Iperó calcula que sejam mais de 200 vagões abandonados no pátio da antiga estação ferroviária do Centro, além de uma pequena parte no bairro George Oetterer. Polizeli explica que há cerca de cinco anos a Prefeitura tenta negociar a retirada dos vagões junto à ALL. Entre os principais problemas enfrentados, principalmente pelas comunidades próximas, está a transformação dos vagões em redutos de marginais e de usuários de drogas, além do risco à saúde pública. Em alguns vagões já foram encontrados focos do mosquito da dengue.

Há cerca de 15 dias a Prefeitura decidiu, então, acionar o Judiciário. A ordem foi expedida na semana passada. De acordo com a decisão, há "prova inequívoca do alegado" e "os danos à saúde e à segurança pública consubstanciam o dano de difícil reparação".

Projetos sociais

O maior número de vagões está na antiga estação ferroviária, no bairro Novo Horizonte, onde os moradores cobram a retirada do material há anos. Outro bairro prejudicado é o Santo Antonio. Polizeli explica que o abandono de vagões também tem prejudicado o desenvolvimento de projetos sociais. Ele lamenta a impossibilidade de oferecer atividades sociais e culturais à noite para a população no complexo ferroviário, formado por vários prédios, por causa da insegurança gerada pelos vagões abandonados.

A ALL disse, por meio de sua assessoria de imprensa, que ainda não tomou ciência da decisão judicial. Mas que há mais de um ano vem adotando as providências necessárias para a regularização do material rodante estacionado no pátio de Iperó e em outros pátios operacionais arrendados na Malha Paulista. Informou ainda que tal regularização depende, no entanto, da formalização da substituição de tais bens, que são arrendados, em processo administrativo em trâmite na ANTT. Há, também, diz a ALL, um plano para a recuperação ou transformação de parte desta frota imobilizada que, então, voltará a circular.


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