CULTURA

Artistas criam mosaicos para embelezar espaço público

Onze mosaicos de artistas plásticos sorocabanos serão espalhados em diversos pontos da cidade. Além dos aspectos estéticos das obras, os mosaicos servirão como jardineiras, onde serão plantados diversos tipos de flores, plantas ornamentais, além de arbustos.
O trabalho, que começou na semana retrasada com a instalação de três mosaicos na avenida Antônio Carlos Cômitre (Campolim), deverão ser entregues em aproximadamente 10 dias. Após a entrega dos primeiros, a previsão é de implantação de outras oito obras similares, que ficarão dispostas na avenida Afonso Vergueiro; Professor Toledo; Praça Nove de Julho, entre outros endereços ainda não divulgados pela assessoria de comunicação da Prefeitura Municipal de Sorocaba

A iniciativa é uma parceria entre o poder público e o Museu de Arte Contemporânea de Sorocaba (Macs). A ideia é reurbanizar alguns pontos da cidade, aproveitando para divulgar os trabalhos de artistas plásticos locais, como Cristine Bergfeld, Beto Romio, Fabbio Joe, Bia Caiuby, Elza Tortello, Regiane Pinceratto, Laura Mattos, Cibele de Melo Rangel de Pilla, Maria Anita Rosa Lessa, Marly Madia e Katia Martins, que assinam os trabalhos.

"A equipe do Macs ficou muito orgulhosa como o convite do prefeito Vitor Lippi para fazermos a interface entre artistas plásticos de Sorocaba e a Prefeitura. Acreditamos que a dimensão estética é indispensável e funciona como motor de vitalização artístico-cultural assim como o embelezamento e a animação dos espaços públicos constituem um meio de dissuasão contra o vandalismo e a violência, contribuindo para a melhoria da qualidade de vida", argumentou a presidente do Macs, Cristina Delanhesi.

Mesmo com a parceria, Cristina ressaltou que não houve nenhuma curadoria por parte da instituição na feitura dos vasos. "Cada artista teve liberdade de criar de acordo com sua criatividade", afirmou, adiantando ainda que Lippi manifestou o desejo de dar continuidade dando destaque através do mosaico em áreas sem visibilidade ou até "consideradas feias".

Espaço público

Mais do que uma intervenção, Cristina acredita que o projeto, chamado de "Mosaicos Urbanos" e que teve um investimento por parte do poder público de R$ 12 mil em material - sem custo de mão de obra dos artistas -, proporciona a apropriação sadia dos espaços públicos e incentiva a valorização da identidade estética da cidade. "O Projeto Mosaico Urbano promoveu o desenvolvimento da cultura como expressão reveladora do homem e do meio em que ele vive, trabalhando a auto-estima dos moradores da cidade e estimulando-os a continuar o seu processo de embelezamento", concluiu.



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