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Derrota dupla




Por Marcelo Andrade
marcelo.andrade@jcruzeiro.com.br


O vereador Fernando Dini (PMDB) teve derrota dupla na sessão de terça-feira da Câmara. Ele não conseguiu articular para evitar que a investigação do prefeito José Crespo (DEM) fosse instaurada e depois ainda viu recair sobre o chefe do Executivo uma CPI. O líder de governo nega que tenha havido um revés no caso, uma vez que a votação que rendeu a abertura do processo é contestada por ele, já que a denúncia foi acatada com 12 votos, sendo que inicialmente acreditava-se que seriam necessários 14.

Um por todos...

No PSDB, contrariando o posicionamento da direção tucana na cidade, os vereadores também votaram pelo arquivamento das denúncias contra Crespo. E um dos motivos está claro: a delicada situação de JP Miranda. O suplente exerce mandato no lugar de Anselmo Neto, que foi eleito, mas nomeado para o cargo de Secretário de Relações Institucionais e Metropolitanas. E, como já ocorreu uma vez, uma nova votação de JP contra Crespo pode resultar na exoneração de Neto e a consequente perda de mandato pelo jovem tucano. Questionado se esse foi o motivo do voto da bancada, o líder do partido na Câmara, José Francisco Martinez, declarou que a decisão envolveu "todos os assuntos referentes ao PSDB".

#tamojunto

Ainda ontem, diversas pessoas usaram as redes sociais para manifestar apoio à vice-prefeita de Sorocaba, Jaqueline Coutinho (PTB) e muitas dessas postagens foram feitas por militantes do PMDB Mulher, principal partido aliado do prefeito José Crespo. Não faltaram críticas ao chefe do Executivo.

Pombo correio

Desde a tarde da última sexta-feira, data em que houve o desentendimento envolvendo o prefeito de Sorocaba e a vice, Jaqueline Coutinho, ambos não se falam. Para a divulgação de uma nota, na tarde de segunda-feira, em que Crespo alega ter feito uma reconciliação, essa missão coube ao secretário de Comunicação e Eventos, Eloy de Oliveira, tentar um contato indo até a casa da vice-prefeita. Jaqueline disse ontem à coluna que não se reconciliou com Crespo e que a nota oficial de Crespo "se refere à contingência político-administrativa, objetivando a governabilidade o bem da cidade".

Partido Novo

Sorocaba passou a contar com mais um partido, o Partido Novo, que montou um núcleo no município. A sigla tem como secretário e responsável na cidade Ney Mendes, e, como coordenador, o empresário Vinícius Ferreira.

Almoço com a esposa e a assessora



Por Marcelo Andrade
marcelo.andrade@jcruzeiro.com.br


José Crespo, em entrevista à rádio Ipanema ontem, confirmou que no domingo passado, ao lado de sua esposa, decidiu convidar a servidora comissionada Tatiane Polis -- pivô da crise com a vice-prefeita, Jaqueline Coutinho --, juntamente com o marido dela e os filhos, para um almoço num restaurante da cidade (foto). O objetivo foi demonstrar solidariedade à servidora e, ainda segundo ele, ser uma forma de desagravo diante das manifestações de Jaqueline. A foto foi postada por Crespo em sua rede social.

Recado dado

O prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM), ao ser questionado, durante entrevista na manhã de ontem, sobre a denúncia protocolada na Câmara de Vereadores, para apurar a prática de prevaricação afirmou, em tom de ironia que "cada um faz o que quer, depois a gente vê o que faz". Em seguida, nas entrelinhas, mandou um recado aos vereadores da base, que três horas depois iriam votar a proposta de abertura de investigações contra ele, falando da terceira lei de Issac Newton, físico inglês do século 17: "Lembro que toda ação provoca uma reação." Os vereadores aprovaram as investigações e não pouparam duras críticas ao prefeito.

Tramoias

O presidente da Câmara, Rodrigo Manga (DEM), se disse indignado com os rumores de que a investigação que pode resultar na cassação do prefeito José Crespo (DEM) seria fruto de uma articulação dele para assumir o Paço Municipal diante do afastamento também da vice Jaqueline Coutinho (PTB). Antes da votação da denúncia, na sessão de ontem, ele pediu que a secretaria da Casa preparasse um ofício no qual declarava que se recusaria a assumir a chefia do Executivo caso Crespo fosse afastado. Pode não ter passado de rumor ou até mesmo invenção, mas a história de fato percorreu o meio político nos últimos dias.

E ironias

O estopim para que Manga levasse o assunto a público foi uma ironia do líder do governo, vereador Fernando Dini (PMDB), ao se dirigir a ele com o cumprimento de "bom dia, prefeito". O clima entre os dois ficou pesado e após cobranças públicas, Dini questionou se fora o único a se dirigir a Manga com essa brincadeira. Diante da resposta afirmativa do presidente, o líder de governo mais uma vez provocou, desta vez aos microfones da Câmara. "Tudo bem, vamos em frente então, senhor prefeito". A declaração rendeu gargalhadas dos demais vereadores, mas não deixou de acirrar mais uma vez a rivalidade entre os dois.

Bonde sem freio

Dos seis vereadores do PMDB, somente Fernando Dini, o líder do governo, e Rafael Militão (que ocupa vaga do secretário Marinho Marte) votaram contra a abertura da investigação na Câmara. A administração, por sua vez, dá cada vez mais sinais de que não mantém o controle dos seus aliados no prédio vizinho, além de enfrentar uma crise interna.

Passou batido


Em meio a tanta polêmica, passou batida a aprovação, em segunda discussão da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) da Prefeitura de Sorocaba para o exercício de 2018. A votação aconteceu ontem à tarde e o texto teve quatro emendas aprovadas em plenário. O orçamento estipulado pelo projeto é de R$ 2,831 bilhões, valor nominalmente superior em 1,68% na comparação com a peça orçamentária projetada para este ano, mas 4,35% inferior se considerada a inflação acumulada no período.

PTB vai ouvir Jaqueline




Por Marcelo Andrade
marcelo.andrade@jcruzeiro.com.br


A executiva municipal do PTB deverá se reunir hoje pela manhã para ouvir a vice-prefeita Jaqueline Coutinho, que é do partido. O objetivo é analisar os acontecimentos no gabinete do prefeito José Crespo, da última sexta-feira. Segundo o presidente do partido local, Ruy Amorim, o encontro deverá nortear os rumos a serem seguidos.


Corre-corre

Vereadores da base e da oposição buscavam ontem mais informações sobre o desentendimento entre Crespo, Jaqueline e Zuliani. Diversas reuniões ocorreram na manhã. De um lado vereadores da base e de outro os da oposição que se articularam para cobrar explicações, inclusive com pedidos de investigação. O secretário de Recursos Humanos, Marinho Marte, chegou a ir ao Legislativo, mas negou que teria sido para tratar do caso. Porém, segundo apurado, Marinho teria ido à Câmara para articular uma linha de defesa de Crespo, sobretudo durante a sessão de hoje, quando o prefeito deverá ser duramente criticado.

Censura virtual

Na sexta-feira (23), logo após o desentendimento, Crespo determinou que Jaqueline Coutinho fosse excluída do grupo do WhatsApp que reúne os secretários, o prefeito, a vice-prefeita e apenas um servidor de quarto escalão, justamente a pivô do caso, a funcionária comissionada Tatiane Polis, que atua como uma secretária do chefe do Executivo.

Garota problema?

Por falar em Tatiane Polis, não é de hoje que ela é alvo de críticas por parte de secretários e vereadores. Há dois meses, vereadores entre eles o próprio líder do governo Fernando Dini (PMDB), João Paulo Miranda (PSDB) e Hudson Pessini (PMDB) chegaram a reclamar da servidora ao prefeito, que ignorou, segundo o apurado. Diante da repercussão do caso na imprensa, os vereadores, a pedido de Crespo, negaram a reclamação, que inclusive chegaram a ser feitas em sessões do Legislativo aos jornalistas que fazem a cobertura dos trabalhos. A coluna tentou ao longo de todo o dia de ontem manter contato com a servidora, inclusive por meio de seu telefone celular e de ligações feitas ao gabinete onde trabalha.

Em segundo plano

Na sessão de hoje, o assunto envolvendo o prefeito José Crespo, a vice Jaqueline Coutinho e o secretário de Gabinete Central, Hudson Zuliani, deverá polarizar as discussões, mesmo estando na pauta um dos projetos mais importantes para a cidade, a votação, em segunda discussão, do projeto de lei nº 117/2017, de autoria do Executivo, que dispõe sobre a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município de Sorocaba para o exercício de 2018. O orçamento previsto para 2018 é de R$ 2,831 bilhões montante 1,68% maior do que o orçamento de 2017, reestimado em R$ 2,784 bilhões. Esse crescimento previsto é inferior à inflação de 4,35% projetada para este ano, de acordo com o IPCA.

Dividida, base de Crespo quer convencê-lo a desistir da CIP



Vereadores da base aliada do governo, preocupados com a repercussão negativa perante a opinião pública, já se articulam no sentido de tentar convencer o prefeito de Sorocaba, José Crespo (DEM), a desistir da ideia  de criar a Contribuição para o Custeio da Iluminação Pública, a chamada CIP. Cinco vereadores da base se reuniram neste sábado (24) para discutir o assunto. Estão propensos a votar contra o projeto, caso seja colocado em votação. Lembram que além deles, há outros quatro vereadores de oposição, o que já daria nove votos dos 11 necessários para que a proposta não vingue. Dizem ainda que, em suas contas, a partir de conversas com os colegas da Casa, atualmente o governo não teria o número de votos suficientes para aprovação do projeto.

Ornitólogo 

O governo municipal está de olho nos tucanos em relação aos seus posicionamentos em torno da CIP. Miram sobretudo José Francisco Martinez e João Donizete Silvestre, pois são tidos como “políticos instáveis”. E, para isso, o líder de Crespo na Casa, Fernando Dini (PMDB), já iniciou as articulações. Outro tucano, João Paulo Miranda, não é visto como um “grande problema”, segundo um integrante do governo, pois, “como suplente, já perdeu a vaga, quando começou a votar contra os interesses do Executivo e, desde então, não tem dado problemas”, disse. 

Bivitelinos 

A vereadora do Psol, Fernanda Garcia, apresentou um requerimento em que questiona o prefeito José Crespo sobre o fato de a Prefeitura de Sorocaba não ter ingressado com uma ação na Justiça contra a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), a fim de impedir a criação de mais um imposto para os sorocabanos. Agora, nesta semana ela deverá apresentar um projeto idêntico ao de José Crespo, quando era vereador, em 2013, para impedir que a Prefeitura crie a CIP. 

Caldeirão 

Ainda em relação à CIP, nesta segunda-feira (26), a partir das 15h, quando haverá audiência pública para tratar do projeto, o plenário da Câmara de Vereadores deverá ser tomado por estudantes, militantes de partidos de oposição e representes de segmentos sociais e ONGs, como o MBL e os coletivos Feminista Rosa Lilás, Professores Quinze de Outubro, Movimento de Juventude Enfrente e o Fórum Popular de Saúde. Cerca de 30 alunos da UFSCar já informaram à coluna que deverão estar presentes.

No torniquete 

A Câmara de Sorocaba realiza no próxima quarta (28), às 9h, audiência pública para discutir as dificuldades financeiras do terceiro setor e dos termos de convênio, subvenções e auxílios entre a Prefeitura e as entidades sociais que atuam no município de Sorocaba. O evento é proposto pelo vereador Hudson Pessini (PSDB).   

Doador de sangue 

A edição de sexta-feira (23) do jornal Município de Votorantim, órgão oficial do Poder Executivo da cidade, publicou a sanção do prefeito Fernando de Oliveira Souza (DEM) ao projeto do vereador Adeilton Tiago dos Santos, conhecido como Ita (PPS), que institui a Semana Municipal de Doação de Sangue e o Dia Municipal do Doador de Sangue. A data será comemorada anualmente, na semana que coincide com o 25 de novembro, Dia Municipal do Doador de Sangue. 

O que pensam os deputados da região sobre a PEC do 'recall' de presidente?




O presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), criticou na quinta-feira a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que abre a possibilidade de revogar o mandato presidencial por vontade popular. A proposta foi aprovada na Comissão de Constituição e Justiça do Senado na quarta-feira (21). Agora, precisa ser aprovada em plenário e ainda segue para a Câmara dos Deputados. Diante disso, a coluna questionou o posicionamento dos quatro deputados eleitos pela região em relação à matéria e se votarão a favor ou contra a PEC. Veja abaixo as manifestações:

"Sou favorável e votarei pela aprovação da PEC, independente de orientação partidária. Temos que apoiar toda e qualquer proposta que valorize a vontade popular. Isso é democracia", disse Herculano Passos.

Vitor Lippi (PSDB), por meio de nota: "A Câmara dos Deputados ainda não recebeu nenhum material sobre o tema. O deputado Lippi acha prematura qualquer declaração sobre a matéria."

Jefferson Campos (PSD), também em nota: "O deputado federal Jefferson Campos (PSD-SP), considera e aprova causas que visam ampliar e legitimar a participação popular, no entanto, o deputado analisa a proposta com muita cautela, pois, a democracia já prevê a escolha popular dos seus representantes de quatro em quatro anos gerando mudanças no cenário político. Contudo, tendo em vista essa situação, pretende estudar melhor as implicações da proposta, consultar as bases para de fato ter uma posição mais concreta e coesa a respeito do tema, de forma que não prejudique a participação popular, bem como, a democracia de modo geral."

Missionário José Olímpio (PSD) não quis se posicionar sobre o assunto.

Pronto para votação

Aprovado em todas as comissões permanentes, o projeto de lei (1208/15) do deputado Raul Marcelo, que obriga o governo estadual a publicar, em seus sites oficiais, as listas dos pacientes que aguardam por consultas, exames e intervenções na rede pública de saúde, está na pauta de votação da Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp). Segundo informações do texto do projeto, as informações deverão ser atualizadas semanalmente pela Secretaria Estadual da Saúde e obedecer aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, transparência, publicidade, eficiência e respeito à privacidade do paciente.

Projeto prevê vacinas em farmácias
Projeto que foi aprovado esta semana pelas Comissões de Justiça e Saúde em regime de urgência e já entrou na pauta de votação da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo (Alesp) é de número 27/2017, da deputada estadual Maria Lúcia Amary (PSDB), que dispõe sobre os serviços e procedimentos farmacêuticos permitidos às farmácias e drogarias no Estado, entre eles, a aplicação de vacinas.