ARTIGOS
Publicidade (passe o mouse para ouvir)


Millennials




Flavio Amary

Foram criadas várias nomenclaturas para tentar caracterizar diferentes gerações e estudos demográficos. Existem os babyboomers que são os nascidos na explosão demográfica do pós-segunda guerra, na sequência os da geração X (nascidos nos anos 60 e 70), depois os que compõe a geração Y ou millennials (nascidos nos anos 80 e inicio dos anos 90) e a geração Z (nascidos no final dos anos 90 até hoje).

Enquanto alguns babyboomers, na faixa dos 70 anos, estão saindo do mercado de trabalho e diminuindo o consumo, os millennials estão no sentido inverso e são hoje, no Brasil, dezenas de milhões de pessoas e uma enorme força de trabalho e de consumo, inclusive de moradia.

A velocidade de transformações e de necessárias adaptações em nada se compara com a história da humanidade, onde nossos ancestrais pré-históricos demoravam séculos para povoar e desbravar uma região e desenvolver novas habilidades.

A revolução da agricultura fez com que nossas civilizações e cidades tivessem inicio, pois os nômades se estabeleceram em regiões, e assim a humanidade vem conhecendo novas realidades, mas a velocidade de transformação continua sempre se acelerando.

Apenas como exemplo, a invenção do fax, popular no Brasil 25 anos atrás, hoje não passa de uma peça de museu e totalmente desconhecido pelos novos entrantes no mercado de trabalho.

São tantos exemplos da evolução tecnológica e digital que impossibilita qualquer tentativa de imaginação no mais longo prazo. Enquanto nas gerações anteriores existia o tempo do estudo na juventude, trabalho na fase adulta e depois o descanso na aposentadoria, hoje o estudo e descanso têm que acompanhar o trabalho em todas as fases e para sempre.

A indústria imobiliária e as nossas cidades têm sido impactadas, diretamente, com essas transformações, onde o comércio eletrônico é cada vez mais presente, o conceito de compartilhamento é muito difundido, as mudanças de trabalho e emprego são rotineiras, menos casais e menos filhos, além de aumento, significativo e constante, de longevidade.

Novos produtos imobiliários estão sendo desenvolvidos para se adaptarem a essas novas demandas, e já existe nas regiões centrais de grandes cidades andares de estacionamento para drones que fazem entregas.

Galpões de logística e de dados virtuais das nuvens, cada vez maiores e necessários, para armazenar as bilhões de fotografias e arquivos gerados, diariamente, em nosso mundo onde existem mais celulares que escovas de dente.

Compartilhamento de eletrodomésticos, bicicletas, carros e casas com aplicativos cada vez mais populares e de fácil uso. Aplicativos estes que nasceram com a criação (de apenas 10 anos atrás) do iPhone.

São mudanças demográficas, de comportamento e, portanto, de necessidades. O desafio é que nossas cidades não têm a mesma capacidade e velocidade de transformação, portanto, é preciso muita criatividade e adaptabilidade para sobreviver.

Neste ponto, a história e conhecimento da teoria da evolução das espécies, de Charles Darwin, do século 19 é cada vez mais lembrada e atual, pois resumidamente nos mostra que a sobrevivência está diretamente ligada à capacidade de se adaptar ao ambiente, em um paralelo para nossas empresas e cidades podemos dizer que precisamos acompanhar e estar preparados constantemente para as transformações cada vez maiores e mais rápidas.

Flavio Amary é presidente do Sindicato da Habitação do Estado de São Paulo (Secovi-SP) e reitor da Universidade Secovi - famary@uol.com.br

Faça o bem em toda parte




Geraldo Bonadio

Você -- a exemplo de toda e qualquer pessoa -- é um feixe de possibilidades contraditórias.

Se permitir ao amor impulsionar sua vida, poderá alcançar níveis extraordinariamente elevados de dedicação aos seus semelhantes e realização pessoal. Se, ao contrário, excluí-lo do seu agir, descerá a níveis de conduta que envergonhariam as feras -- caso elas pudessem se envergonhar.

Exteriormente, não há diferença entre as pessoas que percorrem a cidade à noite, a fim de alimentar os que têm fome e levar agasalho aos que têm frio e aquelas que buscam mendigos ou crianças de rua a fim de maltratá-los ou até mesmo tirar-lhes a vida.

A grande diferença se situa no interior de uns e outros. A ausência de amor, no coração dos que cometem violência contra os pobres e desamparados, esvaziou-os de sua substância humana, convertendo-os em aberrações morais.

Cada ser humano em seu caminho é um apelo vivo do Pai Celestial. No relacionamento profundo ou superficial que venha a ter com cada pessoa, você estará contribuindo para chamá-las à vida, por meio do amor, ou dando início à desumanização -- sua e delas -- através do ódio, da agressividade, do desprezo ou da indiferença.

As possibilidades de um mundo melhor e de uma humanidade mais feliz estão, a cada instante, em suas mãos. Como bom seguidor de Jesus você sabe perfeitamente que deve optar por fazer o bem a todos e em todos os momentos.

"Sabeis como Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo e com o poder, e assim ele andou de lugar em lugar, fazendo o bem (...). "

Atos dos Apóstolos 10:38 Novo Testamento Lincoln Ramos