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Radio Garden




Por Claudemir Andrade


O Rádio sempre esteve na moda desde sua invenção.
 
Este companheiro fiel no seu dia-a-dia, seja na hora de acordar, no serviço ou no meio do trânsito, não foi descartado como muitos acreditavam quando chegou a TV e mais tarde a internet.
 
Os rádios antigamente usavam válvulas, eram grandes e espaçosos, e ocupavam lugar de destaque na sala das pessoas. Com a invenção do transístor eles diminuíram de tamanho!
 
Nos anos 70 os pequenos radinhos de pilha eram super comuns como aquele da Evadin com aquela capinha de couro. Meu pai sempre ouvia os jogos de futebol com um destes.



Evadin - Wikipedia
    
     
Nesta época não existiam tantas rádios FM e as que existiam costumavam tocar músicas mais comportadas como a rádio Eldorado com seu locutor de voz empostada. A maioria das rádios era AM e você selecionava no rádio se queria ouvir  OM (Ondas Médias) ou OC (Ondas Curtas).
 
Com a tecnologia das ondas curtas por exemplo, cheguei a escutar um jogo transmitido no México, e a BBC de Londres. Um idioma estrangeiro de milhares de quilômetros de distância - Fantástico!
 
Esta semana tropecei em site chamado Radio Garden. Curioso, cliquei nele e um globo começou a girar diante dos meus olhos. Semelhante ao Google Earth. Então, o globo imediatamente me colocou em Charlotte, na Carolina do Norte, onde eu moro. Segundos depois, uma estação de rádio começou a tocar. A estação de rádio The Ride estava no ar.
 

Radio Garden - radio.garden.com
    
   
Movendo o cursor para o Brasil, acabei caindo no Teerã. Minha tela agora mostrava Rádio Hamdam. Não conseguia entender uma palavra da música, mas o ritmo era otimista, o tipo de música que você ouve durante uma corrida na esteira. Depois de duas músicas, eu vaguei para Africa. Dois caras estavam falando em uma língua desconhecida para mim, onde uma deles falava em voz animada, o outro ria sem parar. Eles me lembraram de Tom e Ray Magliozzi da Car Talk.
 
Há algo muito mais profundo em escutar o que as pessoas estão ouvindo em todo o planeta do que simplesmente música. Arrastando e soltando o mouse de um lugar para outro, você tem acesso a realidades de diferentes países, cidades e regiões, e não apenas através da música, mas de anúncios, jingles, debates, talk shows e até mesmo trechos arquivados que contam um pouco da história do local, sendo uma ótima opção para estudo de idiomas.
 
À medida que você percorre o mundo, o site nos apresenta um lembrete de como o rádio é capaz de nos engajar de uma maneira como nenhum outro meio de informação poderia. Em um mundo cada vez mais cheio de distrações, ele oferece uma alternativa de fecharmos os olhos e viajarmos ao redor do globo.


Radio Garden - radio.garden.com
  
E, aproveitando o momentum, a uns minutos atrás uma das minhas favoritas estava tocando em uma rádio de Sorocaba: "Mississipi", do Bob Dylan. (Porém na versão meia-boca da Sheryl Crow).
 

http://radio.garden/live/clifden/connemarafm/

 
 

 





28:06:42:12



Por Claudemir Andrade

 
"Tudo a minha volta são rostos familiares
Lugares desgastados, rostos desgastados
Saindo cedo para suas corridas diárias, chegando a lugar nenhum
Suas lágrimas inundando seus óculos sem expressão
Escondo minha cabeça, quero afogar meu sofrimento
Sem amanhã
E eu acho meio engraçado, meio triste
Os sonhos nos quais estou morrendo, são os melhores que já tive"
 

 

Desde o seu lançamento em 2001, o perturbador "Donnie Darko" tornou-se um fenômeno cult: é um dos filmes mais pesquisados e acessados na Internet.

 
O filme era um projeto pessoal de Richard Kelly, um diretor estreante com 26 anos na época, que andava para cima e para baixo com um roteiro de ficção científica embaixo do braço, até Drew Barrymore se interessar e resolver bancá-lo.
 



 
Seu personagem principal é um menino esquizofrênico que conversa com Frank, seu amigo imaginário que, na verdade, é um coelho gigante de 1,80 m.
 
É como se aqueles filmes de terror que você assistia na adolescência ganhassem pitadas de "De Volta para o Futuro", roubassem umas referências dos livros de Stephen King e tivessem a sagacidade das discussões de "Seinfeld". 
 
Kelly consegue de forma genial arrancar todo tipo de expressão do espectador, desde um suspiro a um grunhido de raiva, e é isso que o torna tão bom. E mesmo sendo um diretor independente, ele mostra ser muito mais capaz do que diretores de renome. Sua condução de câmera é fiel aos padrões do filme, distante e se utilizando dos ângulos e não dos focos nas personagens, pois todos são seres "anormais" e sua analise psicológica fica por conta da psicóloga de Donnie.
 
O longa de Richard Kelly nos apresenta uma verdadeira discussão sobre o sentido da vida e a morte, se passando em 2 universos distintos e no ambiente do livro escrito pela personagem Vovó Morte.
 
A utilização de uma trilha sonora repleta de músicas conhecidas ajuda a ambientar a trama no passado, contudo sem datar suas ressonâncias. Destaque para a excelente versão da fraca canção "Mad World" do Tears For Fears (quem gravou originalmente), que foi transformada espetacularmente por Gary Jules, sendo umas das melhores que já escutei (assim como a cena do filme em que a toca, é a melhor).
 



   
Misturando, então, conceitos científicos e parábolas religiosas, Donnie Darko é um grande filme, também por sua atmosfera intangível de mistério. O subúrbio americano do longa se aproxima conceitualmente dos utilizados por David Lynch, no sentido de também guardar em sua aparente rotina pacata uma obscuridade pronta para emergir violentamente, algo quase despercebido numa metrópole já caótica por natureza.  
 
Ali, onde o coelho gigante é uma espécie de antevisão da morte, em princípio combatida farmacológica e terapeuticamente, Donnie é o único realmente lúcido, a despeito de suas esquisitices. Por enxergar além, ele é "escolhido" (por quem?) para evitar a dor dos outros, mesmo à custa da sua.

 

"Todas as criaturas vivas dessa terra morrem sozinhas."

Donnie Darko
 
  





Tesla e seu Telhado Solar com Garantia Infinita



Por Claudemir Andrade

"O telhado solar complementa a arquitetura de sua casa enquanto transforma a luz solar em eletricidade. Com a bateria integrada Tesla Powerwall, a energia coletada durante o dia é armazenada e disponibilizada a qualquer momento. As telhas solares de vidro são tão duráveis que são garantidas para toda a vida da sua casa, ou garantia infinita, o que vier primeiro."

Elon Musk ¿ CEO Tesla Motors

Ainda bem que meu CEO não lê esse blog, pois caso contrário ele ficaria meio p*** comigo. Meu CEO favorito é sem dúvida o Elon Musk. O cara está até mandando foguete pra Lua por conta própria.

Em sua missão para acelerar a transição do mundo rumo ao futuro de energia sustentável, a Tesla anunciou em Maio do ano passado seus telhados solares. E imediatamente começou a receber os primeiros pedidos. O conceito foi apresentado pela primeira vez ao mercado em outubro de 2016.

Diferentemente das instalações fotovoltaicas comuns, usadas em algumas casas para captar energia solar, o Solar Roof possui um design que se mescla à residência, como uma telha tradicional de barro ou ardósia. Mas, apesar do visual semelhante, o telhado da Tesla é feito de vidro temperado e texturizado.

Inicialmente, o produto está disponível somente para a população dos Estados Unidos, mas esse ano a companhia planeja expandir para outros países. Sendo assim, a Tesla segue com a missão de tornar o mundo mais sustentável através da energia solar.

Com essa nova investida, a Tesla unifica três grandes ambições: combinar energia solar, baterias e carros elétricos.

As telhas solares poderão ser personalizadas de acordo com a quantidade de energia que o usuário necessita. Esta característica será possível usando dois tipos de telhas de vidro, telhas solares e não-solares. Ambos terão aspecto praticamente idêntico.

A empresa espera que a maioria das pessoas também instale em suas casas uma bateria chamada Powerwall para backup em caso de interrupção de energia. Ou seja, durante a noite ou em tempos chuvosos e sem sol, a energia estaria assegurada. De quebra, também será possível alimentar os carros elétricos da marca.

Segundo a empresa, as telhas solares são ultra-resistentes ao choque e contra granizo, vento, e incêndios e, por essa razão, têm "garantia infinita".





A marca também garante que o seu produto é mais leve e barato do que os telhados convencionais, quando se considera a economia nas contas de eletricidade e os subsídios fiscais.

Segundo cálculos do site Verge, instalar um telhado solar da Tesla com 185 metros quadrados em uma casa nos EUA, descontando impostos e outras despesas, deverá custar cerca de 50 mil dólares e gerar economia da ordem de 64 mil dólares em 30 anos.

As versões que imitam as telhas tradicionais de barro chegam ao mercado em 2018.

Novamente a Tesla revoluciona o mercado com seus produtos invoadores. Se juntássemos o Elon Musk com o Clint Eastwood provavelmente sairia o Chuck Norris.





https://www.tesla.com/solarroof